O que me trouxe para o Pilates.

Atualizado: 14 de jan.

por Martha Arno.



Me apaixonei por movimento e dança aos 16 anos de idade, tarde demais pra me tornar uma bailarina profissional. Mas era meu sonho. Então lá fui eu, para horas de treino e dedicação.

Fui fazer faculdade de dança nos Estados Unidos. Muitas horas por dia.

Até estourar meu quadril pela primeira vez: uma inflamação devido à

“Overuse”( Excesso de uso), falaram os médicos. Enquanto eu tratava, fui estudar cinema e vídeo.

De volta ao Brasil, trabalhava 6 horas por dia em televisão, e no resto do tempo dava aula de de aeróbica, local e step. Quando engravidei, continuei fazendo step mesmo com 25 kg de sobrepeso!

A artrose no meu quadril foi aumentando até que aos 35 anos eu só conseguia andar à base de muitos analgésicos. Não conseguia mais fazer os esportes que adorava: escalada, esquí na

neve e na água. Enquanto eu adiava minha cirurgia, minha qualidade de vida piorava. Fui entrando numa postura antálgica, entortando de um lado,

compensando do outro, criando uma escoliose.

Aos 40 anos de idade, finalmente fiz a cirurgia. Só que o ortopedista errou no cálculo, e colocou uma prótese grande demais! Minha perna esquerda ficou 3 cm mais comprida que a outra. Os músculos do quadril e do fêmur ficaram extremamente estendidos, causando muita dor.O que me entortou mais ainda! Tive que colocar um salto em todos meus calçados. Dentro do tênis, uma palmilha, fazendo com que o pé ficasse no lugar errado dentro do sapato, fazendo bolhas.

Eu estava torta e triste.

Até que me falaram do Pilates. Quando cheguei na Cia Athlética, os professores se assustaram com meu desalinhamento. Me manteram no básico por um ano! Sem falar dos dois tapetinhos que precisavam colocar debaixo do meu pé direito no Reformer, na Electric, e na Wunda. Fui aprendendo a me alinhar e centralizar. Os dois tapetinhos viraram um só.

Um ano depois, minha professora da época, Sibele Pires, foi conversar com a Inélia, ver se eu poderia fazer a certificação com uma prótese.

A Inélia respondeu: “ Mas se a prótese sair e ficar na minha mão?”

E lá fui eu com meu tapetinho pra certificação. Quanto mais eu aprendia sobre o método, menos a ginástica tradicional fazia sentido pra mim. Aos poucos fui melhorando meu controle e força, até conseguir fazer todos os esportes que fazia antes de começar a artrose!

Hoje, aos 57 aonos de idade, 17 dando aula de Pilates, ainda faço aula com as professoras Renata Romano e Fabiana Cristina.

O método fez, e continua fazendo toda a diferença na minha qualidade de vida.

E o que me trouxe para o Parapilates? Esse eu conto em outro post.

I want to tell you why I began Pilates. I began dancing late in life, when I was 16, but, since I wanted to be a ballerina, I trained very long hours every day, which began to put an enormous strain on the part of my body that was genetically weakest – my hip. I went to Dance College in the United States. It was there that my hip flared up for the first time. I treated it and kept dancing.

Back in Brazil, I gave aerobic and step classes, worked as a personal trainer and ran in my spare time. My arthrosis just got worse. When I was 35 I was in so much pain that I couldn’t do any of the sports I loved: snow skiing, water skiing and climbing. But the longer I put off my hip-replacement surgery the more I took on an antalgic posture and became ever more twisted.

At the age of 40 I decided to operate. The only problem was that the surgeon put in a prosthesis that was too big. When I returned home, one leg was three centimeters longer than the other. I was twisted and sad.

Then I heard about Pilates. When I got to Cia Athlética one instructor looked at the other and said: you can have her; this woman is way too twisted. I needed to put two rubber mats under my shorter leg to correct the discrepancy.

I was kept at beginner’s level for a year. But, as I began to centralize, I became more aligned. Two mats became one mat, and my quality of life began to improve significantly.

After a year, my instructor asked me if I would like to become a certified Pilates teacher. It was then that Inélia Garcia said “But what if her prosthesis comes off and ends up in my hand?".

Off I went to get my certification with my mat under my arm. The more I learned about the method, the less conventional exercise made sense to me. I began to see how, with this method, we can help to significantly improve people. Today, at 61, I am still giving Pilates lessons and working out. This has made all the difference to the quality of my life.

You will have to wait for my next post to hear the story on why I decided to develop the Parapilates Method.




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